(Relatório do painel)

Intolerância – Conceituação e teoria da Exclusão – Renata Rozental Sancovsky

A intolerância se dá em 2 principais sentidos:
- Quando o processo de comunicação se torna inviável;
- Quando há anulação da linguagem.

Nesses dois sentidos, inclui-se a família.

Cita alguns autores que situam o fenômeno da Intolerância, entre eles: Eco, Freud, Wiesel. Após a apresentação desses autores, sintetiza:

1. Toda ação intolerante pressupõe anulação do poder ético;
2. Todo discurso possui um projeto de dominação;
3. No imaginário da intolerância o oprimido torne-se um opressor que deve ser combatido.

Conclusões:

- A infância é a melhor fase para o rompimento da cadeia de pensamento e ações intolerantes;
- Todo profissional envolvido com a infância e juventude pode contribuir na formação de seres críticos e conscientes de seus pertencimentos sociais.

A violência nos diferentes estratos sociais – Renato Roseno

Faz uma abordagem da:

- Conceituação da violência (OMS).
- Situa o fenômeno da violência no contexto nacional, trazendo os dados demográficos;
- Enfoca que não se pode abordar violência sem considerar questões de raça, gênero e ética, o que é evidente nos dados estatísticos, em que a criança negra/parda, sexo feminino e o índio estão entre os mais atingidos pelo fenômeno.

Conclusões:

- Ainda é preocupante no país a carência alimentar e educacional, o que eleva as taxas de mortalidade;
- Sistema de informação insatisfatório para o estado de desenvolvimento do Brasil;
- Disparidades regionais gritantes;
- País injusto e desigualdade para crianças negras;
- Instituir um sistema de notificação para violência.
Desafio: “todos os direitos para todas as crianças, sem distinção”.

Educando crianças e jovens para a paz e solidariedade – Maria Tereza Maldonado

Introduz o tema propondo-se a falar de um cenário de esperança, que existe, apesar do cenário sombrio e real apresentado pelos painelistas anteriores.

Apresenta dois cenários:
- Cenário desolador: desigualdade social, consumo predatório dos recursos naturais, crime globalizado.

- Cenário esperançoso: possibilidade técnica para construir uma globalização, consumo consciente, simplicidade, voluntariado, redes solidárias, projetos sociais e de desenvolvimento sustentável, responsabilidade social das empresas.

Para Maldonado, esse cenário é só uma questão de educar/formar nossas crianças para a construção do mundo sonhado.

Traz alguns exemplos de projetos sociais em empresas e escolas em que há o envolvimento/participação das crianças e jovens na busca de soluções por um mundo melhor.

A violência não é inata, a agressividade sim, e esta deve ser canalizada para enfrentar as dificuldades da vida.

As conclusões e propostas da autora se baseiam no investimento no “capital humano” de crianças e jovens, enfatizando sua valorização, através dos seguintes pontos:

- As sementes da ética e do cuidado;
- A grandeza dos pequenos momentos do cotidiano;
- A prática dos valores fundamentais do convívio na família, na escola e no trabalho;
- A construção da cidadania participativa;
- A valorização da contribuição de crianças / jovens.

Propõe ainda alguns recursos de comunicação para construir a paz:

Aprender a ouvir com atenção, consideração e sensibilidade;
- Reclamar do que não gosta sem ofender, humilhar ou atacar a pessoa;
- Atacar o problema e não a pessoa (buscar consenso);
- Neutralizar a raiva antes que resulte em atos violentos;
- Aprender a elogiar;
- Descarregar as tensões inevitáveis de modo saudável;
- Aprender a tolerar as diferenças;
- Usar métodos não violentos para colocar limites e favorecer a disciplicina.

Pontos destacados no debate:

- A busca por soluções pela paz e redução da violência deve ser feita através da proposição de políticas públicas;
- Inserir o jovem/juventude na organização e realização de eventos que tratem de problemáticas que lhe dizem respeito;
- Incorporar um número cada vez maior de pessoas/parceiros na luta pelo combate à violência;
- Ações para prevenir comportamentos anti-sociais e violentos devem ser feitos antes dos 6 anos de idade.

O presidente da SBP informa a parceria firmada entre a SBP e o Ministério do Esporte, uma iniciativa para a inserção dos jovens em atividades esportivas e de lazer fora das atividades escolares (Projeto Segundo Tempo), esse é o caminho mais fácil para retirar os jovens de áreas de risco/violência e atingir a plena cidadania.

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